quinta-feira, 25 de maio de 2023

QUADRO 17 “Castelo Cidade Eucarística” 60 Anos dos Tapetes de Corpus Christi

 


QUADRO 17

“Castelo Cidade Eucarística”

60 Anos dos Tapetes de Corpus Christi

Este quadro apresenta o rosto do fiel castelense que, unido no amor de Cristo, doa de si o que tem de melhor para o Cristo pisar, a beleza artística dos tapetes, construído, não somente das matérias (flores, pó de pedra etc.), mas, principalmente, da realidade das suas vidas, cheias de alegria, tristeza, incerteza, fé, angústia, esperança, amor, ...

Há sessenta anos, a ação precursora de senhoras voluntárias sob a liderança da religiosa Irmã Vicência, da Ordem das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo, deu início à confecção de tapetes ornamentais com a transformação de material diverso em arte e beleza com o fim de expressar adoração ao Santíssimo Sacramento na Festa de Corpus Christi.

Desde então, a união dos fiéis voluntários num trabalho, que ocupa um ano inteiro entre preparação e confecção, que expressa o dom artístico de pessoas anônimas, transforma materiais diversos (palha de café, flores, pó de pedra, pó de pneu, cepilho, recicláveis etc.) na mais bela expressão artística a céu aberto no Estado do Espírito Santo, elevando o resultado do esforço de expressão de fé a ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Espírito Santo, Lei 11.630/2022.

Recortes do Livro: Corpus Christi – 1963 – Castelo - ES – 2013 – Manifestação da Fé e da Expressão Artística – Joelma Cellin – 1ª Edição 2013:

“Desde a década de cinquenta, era costume da Igreja Católica em Castelo montar pequenos altares em diversos pontos da cidade, para realizar a procissão do Santíssimo no dia de Corpus Christi. No trajeto onde estavam localizados estes altares para a procissão passar, as ruas eram decoradas com folhas de árvores, principalmente de mangueiras.”

“As pesquisas revelam que no ano de 1963, pela primeira vez foi confeccionado, por um grupo de fiéis liderados por Irmã Vicência, um pequeno quadro trabalhado com desenhos geométricos na frente da Capelinha da Santa Casa de Misericórdia de Castelo.”

“Com o primeiro quadro em 1963, no ano de 1964 foi confeccionada a primeira passadeira, apenas na Rua Antônio Bento, do trecho da Capelinha da Santa Casa de Misericórdia até o altar localizado na antiga estação de trem, próximo onde atualmente é localizada a Praça Três Irmãos. O restante do trajeto, até a Igreja Matriz, foi ornamentado, na ocasião, com folhas de mangueira.”

“Tudo começou, como conta Maria Cecilia Perim, quando as jovens da Associação Santa Luiza de Marillac estavam reunidas e ‘Tête’ (Terezinha Lúcia Marques Travaglia) chegou com a revista ‘O Cruzeiro’, que demonstra como se faziam os tapetes no interior de São Paulo, na cidade de Matão, inclusive com as formas de madeira. O grupo ficou maravilhado com a reportagem e Irmã Vicência, que era uma líder, disse a todas com firmeza que, assim também seria feito em Castelo. Desde então começaram a organizar esta primeira passadeira que foi confeccionada no ano de 1964, basicamente de flores e crista de galo.”

 

QUADRO 16 “Reparação às Ofensas ao Santíssimo Sacramento” O Anjo de Portugal

 


QUADRO 16

“Reparação às Ofensas ao Santíssimo Sacramento”

O Anjo de Portugal

 

 

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos.

Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram e não vos amam”.

 

Logo que aí chegámos, de joelhos, com os rostos em terra, começamos a repetir a oração do Anjo: Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos, etc. Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós brilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava e vemos o Anjo, tendo em a mão esquerda um Cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do Cálice. O Anjo deixa suspenso no ar o Cálice, ajoelha junto de nós, e faz-nos repetir três vezes:

 

– Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, (adoro-Vos profundamente e) ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Depois levanta-se, toma em suas mãos o Cálice e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim e o Sangue do Cálice divide-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo:

– Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.

E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração: Santíssima Trindade... etc., e desapareceu. Nós permanecemos na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras; e quando nos erguemos, vimos que era noite e, por isso, horas de virmos para casa.

 

“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.”

 

 

Fonte: Memórias da Irmã Lúcia – Secretariado dos Pastorinhos – Fátima Portugal

QUADRO 15 “100 Anos do Apostolado da Oração” Castelo



 QUADRO 15

“100 Anos do Apostolado da Oração”

Castelo

Sagrado Coração de Jesus

 

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.

A fé na devoção ao Sagrado Coração de Jesus que se revelou a Santa Margarida Maria Alacoque, há cem anos abençoando esta comunidade de Castelo.

“Ao Coração de Jesus agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos”, dizia santa Margarida Maria Alacoque, a quem Jesus revelou as promessas que realizará aos devotos de seu Sagrado Coração.

As 12 principais promessas do Sagrado Coração de Jesus são:

1. Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado. 2. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias. 3. Eu os consolarei em todas as suas aflições. 4. Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte. 5. Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos. 6. Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias. 7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção. 8. As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição. 9. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração. 10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos. 11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração. 12. A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

 

Condições para obter as graças prometidas pelo Sagrado Coração de Jesus:

1. Receber sem interrupção a Sagrada Comunhão durante as nove primeiras sextas-feiras consecutivas. 2. Ter a intenção de honrar o Sagrado Coração de Jesus e de alcançar a perseverança final. 3. Oferecer cada Sagrada Comunhão como um ato de expiação pelas ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento.

O fundamento sólido para o culto ao Sagrado Coração é aquele descrito por Pio XII, na encíclica Haurietis aquas. Com esse documento, o Papa procurou remediar duas graves tendências que, embora se opusessem uma à outra, tinham afinal o mesmo efeito nocivo. Por um lado, alguns devotos do Coração de Jesus acabavam se perdendo em práticas externas e, por conseguinte, nunca atingiam o núcleo da devoção; por outro, não eram poucos os que reservavam o amor ao Coração de Jesus às mulheres, julgando-se pessoas muito cultas para tais sentimentalismos.

De saída, o Papa logo adverte que a fonte principal do culto ao Coração de Jesus é o dogma católico, que professa a fé em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Sagrado Coração de Jesus, em Vós eu confio!  

QUADRO 14 “Jornada Mundial da Juventude – JMJ Lisboa 2023”

 


QUADRO 14

“Jornada Mundial da Juventude – JMJ Lisboa 2023”

 

 

“A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja.”

Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 mobiliza jovens do Brasil e da América Latina

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 e o Comité Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 estão a promover a Jornada no Brasil, de 26 de agosto a 12 de setembro, bem como no Perú, na reunião da Pastoral da Juventude da América Latina, que decorre em Lima. A comitiva portuguesa vai também estar presente na 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, e irá deslocar-se a Brasília, Rio de Janeiro, Bahia, Fortaleza e Belém.

No âmbito desta visita, D. Américo Aguiar, Presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, destaca que “é uma viagem muito importante para a divulgação da JMJ Lisboa 2023, sobretudo, para mobilizar os jovens da América Latina e do Brasil a participarem e viverem uma experiência única neste encontro mundial a decorrer em Lisboa".

Para melhor esclarecer estes jovens sobre a JMJ Lisboa 2023, a comitiva portuguesa irá integrar várias direções do COL, especialmente das áreas do acolhimento e acompanhamento dos peregrinos e do ‘Caminho 23’, com a presença dos responsáveis pelo acolhimento dos peregrinos brasileiros e dos da América Latina. Procurando aproximar e motivar a participação na JMJ Lisboa 2023, esclarecendo dúvidas, inclusive relacionadas com a logística da viagem, o COL pretende realizar viagens semelhantes aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente a Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Sobre a JMJ Lisboa 2023, Lisboa é a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 1 e 6 de agosto de 2023.

As edições internacionais da JMJ são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude. A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma.

A JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

QUADRO 13 “Crianças - Futuro”

 


QUADRO 13

“Crianças - Futuro”

“Deixai vir a mim as crianças.” (Mc 10,14)

Catequese – Liturgia – Missão (IAM)

 

 

O SENTIDO ÚLTIMO DA VIDA É DEUS.

 

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo.” (Mt 6,33)

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.” (CIC 27)

Crianças são os homens e mulheres do futuro próximo.


 

COMO BEM PREPARAR O FUTURO DAS NOSSAS CRIANÇAS?

Promovendo um encontro pessoal e transformador com Jesus Cristo.

FAMÍLIA – ORAÇÃO - CATEQUESE– SACRAMENTOS - MISSÃO

FAMÍLIA: Responsável pela introdução da criança na vida em Cristo, através das orações, vivência dos sacramentos, tornando-a filha de Deus pelo Batismo e cumprindo com suas responsabilidades na catequese inicial e constante com os ensinamentos da fé pelas palavras e especialmente pelo exemplo de vida na participação da comunidade Igreja.

ORAÇÃO: Introduzida na vida da criança pela família, é o alimento cotidiano da fé e da amizade com Deus.

CATEQUESE: A Igreja oferece como auxílio da formação da fé que a criança recebe na família, encontros comunitários celebrativos e doutrinais para encaminhar as crianças para um perfeito encontro pessoal com Jesus Cristo.

SACRAMENTOS: Através da vivência dos sacramentos a criança passa a incorporar-se ao Corpo de Cristo, Igreja, vivenciando uma pertença consciente, sustentada pela fé e pela caminhada na vida da Igreja. Completada a Iniciação à Vida Cristã, o jovem encontra na participação nas celebrações litúrgicas e na reconciliação do Sacramento da Penitência, o verdadeiro sentido da vida: Jesus Cristo.

MISSÃO: Infância e Adolescência Missionária - Por meio do olhar atento às realidades universais, os missionários da IAM agem em suas realidades locais, como protagonistas da missão, comprometidos com os objetivos da IAM de: suscitar o espírito missionário universal entre as crianças e adolescentes; cooperar espiritualmente com orações, sacrifícios e testemunho de vida; despertar e fortalecer as vocações missionárias, no anúncio de Jesus Cristo aos que ainda não o conhecem; incentivar pais, educadores e assessores a promover o protagonismo das crianças e adolescentes na evangelização e solidariedade universais; cooperar materialmente com ofertas, fruto de renúncias, para ajudar as crianças e adolescentes necessitados dos cinco Continentes.

QUADRO 12 “Igreja Sinodal”

 


QUADRO 12

“Igreja Sinodal”

 

O QUE É SÍNODO?

A palavra sínodo tem sua origem no idioma grego – sýnodos – e quer dizer “caminhar juntos”. O Sínodo dos Bispos foi instituído pelo Papa São Paulo VI em 1965, antes do encerramento do Concílio Vaticano II. Composto por bispos nomeados, o Sínodo é convocado pelo Papa a cada três anos e é ele próprio quem indica o tema a ser refletido. O tema escolhido foi: Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão.

A diferença neste Sínodo é que o Papa deseja que todos participem do processo sinodal, escutando-nos uns aos outros, aperfeiçoando o nosso jeito de “caminhar juntos”, para melhorar nossa missão nesta Igreja diocesana.

O QUE É UMA IGREJA SINODAL?

O Concílio Vaticano II recuperou a compreensão da Igreja como Povo de Deus composta por todos os batizados, homens e mulheres de boa vontade que se colocam a caminho no anúncio da pessoa de Jesus e de seu projeto. Somos “pedras vivas” (1Pd 2,5) pela fé e pela graça de Deus! Agora, estamos sendo chamados a “caminhar juntos”, testemunhando a alegria da salvação, a experiência do amor de Deus que nos torna seus filhos e filhas. É o amor de Deus que nos desafia a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs, seja na vida em sociedade seja em comunidades de fé e partilha de vida.

Caminhar juntos é a essência da sinodalidade, pois ninguém pode ficar de fora, se excluir ou ser excluído, dessa caminhada de fé e compromisso com o Reino de Deus. O Concílio (1962-1965) percebeu com clareza que o melhor jeito de ser e de caminhar, para bem cumprir a sua missão, é o “jeito sinodal”. Não se trata de tarefa fácil, exige muita preparação e profunda conversão de todos ao projeto de Deus. Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua de aprendermos a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs que somos.

SÍNODO 2021-2023

Toda a Igreja está convocada pelo Papa Francisco a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2023): “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Assim, ele “convida a Igreja inteira a se interrogar sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”

SINODALIDADE

Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs que somos. É um jeito de ser Igreja pelo qual cada pessoa é importante, tem voz, é ouvida, capacitada e envolvida na realização da missão. Não se trata mais de estar uns sobre outros, mas de nos colocarmos entre iguais para juntos fazermos a experiência de fé, frente aos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia.

 

 

Fonte:

 https://cnbbleste3.org.br/sinodo-2021-2023-por-uma-igreja-sinodal-comunhao-participacao-e-missao/

QUADRO 11 “Vocação: Graça e Missão”

 


QUADRO 11

“Vocação: Graça e Missão”

“Corações ardentes, pés a caminho” (Lc 24,32-33)

Ano Vocacional 2023

 

O que comemora o terceiro ano vocacional e em que foi inspirado?

O 3º Ano Vocacional do Brasil irá celebrar os 40 anos do primeiro Ano Vocacional que aconteceu em 1983 cujo lema foi “Vem e segue-me”; o segundo Ano aconteceu em 2003 cujo tema foi “Batismo, fonte de todas as vocações” e o lema “Avancem para águas mais profundas”.

Neste ano de 2023, o Ano Vocacional traz como tema “Vocação: graça e missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho”, inspirado no encontro de Lucas com os discípulos de Emaús, então essa data é muito significativa para nós porque vamos dar continuidade a toda uma caminhada bonita que estamos fazendo no Brasil para a promoção vocacional, para promover todas as vocações e ministérios que estão à serviço do Evangelho e do povo de Deus. 

Qual a proposta do Ano Vocacional 2023?

Nós encontramos no texto-base do 3º Ano Vocacional como objetivo geral o desejo de promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias, na sociedade para que sejam ambientes favoráveis no despertar de todas as vocações, como graça e missão à serviço do Reino de Deus.

Temos como tarefa buscar o cultivo da sensibilidade vocacional que favoreça a compreensão de que toda pastoral é vocacional; toda formação é vocacional; toda espiritualidade é vocacional. São palavras que o Papa Francisco nos escreveu na Exortação Apostólica Christus Vivit, no número 254.

Esse é o objetivo do Ano Vocacional: fazer com que todos nós possamos ser conscientes de que o chamado é para todos.

As atividades pastorais que realizamos, toda formação, toda espiritualidade é profundamente vocacional, porque ser cristão significa ser vocacionado, ser chamado a amar a Deus, a seguir Jesus Cristo e a servir o povo de Deus.

 

Corações ardentes, pés a caminho” (Lc 24,32-33)

 

QUADRO 10 “Projeto Vida e Missão – 2022 - 2026”

 


QUADRO 10

“Projeto Vida e Missão – 2022 - 2026”

Agostinianos Recoletos

“Seguir o Cristo pobre, casto e obediente em comunidade de irmãos”

 

 

PROJETO DE VIDA E MISSÃO 2022 – 2026

Queremos viver com radicalidade a nossa consagração como discípulos missionários, convocados pelo Espírito Santo, junto com os leigos, ao serviço da Igreja e do mundo, com uma só alma e um só coração dirigidos a Deus.

 

Seguimos o Cristo pobre, casto e obediente em comunidade de irmãos.

Celebramos o dom da comunidade, compartilhamos vida, oração e trabalho, e construímos juntos um projeto, a partir da diversidade cultural.

Oramos juntos, seguimos o ensinamento de Santo Agostinho e a rica tradição recoleta, compartilhamos a Palavra e a nossa experiência de Deus em comunidade.

Contribuímos, com nosso carisma, para a comunhão, dispostos a ir e a servir, como profetas do Reino, aonde a Igreja necessitar de nós, especialmente entre os mais vulneráveis e necessitados, exercitando a solidariedade, contribuindo para a justiça social e o cuidado da casa comum.

Temos um projeto de vida e missão comum, e somos corresponsáveis ao programar, executar e avaliar a tarefa apostólica encomendada.

Compartilhamos nosso carisma, vida e missão com os leigos, que nos oferecem uma grande riqueza para vivermos nossa vocação e nosso apostolado; com eles, aprendemos e crescemos juntos.

Valorizamos a formação permanente e geramos espaços de diálogo e de encontro com a pluralidade da cultura contemporânea.

 

QUADRO 9 “arcores – rede solidária internacional agostiniana recoleta”

 


QUADRO 9

“arcores – rede solidária internacional agostiniana recoleta”

 

 

A ARCORES BRASIL realiza inúmeros programas e obras sociais em diferentes partes do país como: São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Breves, Portel, Salvaterra, Belém, Cametá, Muqui, Castelo, Fortaleza, Santo Agostinho, Lábrea, Tapauá, Pauini ou Vitória.

Missão:

Promover solidariedade, justiça, paz e cuidado com o planeta, promovendo o comprometimento de pessoas, comunidades e organizações da Família Agostiniano Recoleta e da sociedade em geral, por meio de iniciativas de atenção, acompanhamento e promoção que beneficiam pessoas e comunidades em situação de pobreza e/ou exclusão socioambiental, preferencialmente em países onde esteja presente a família agostiniana recoleta.


 

Visão:

A ARCORES sonha - é sua visão - com um mundo livre de pobreza no qual a promoção dos direitos humanos -econômicos, sociais e culturais-, justiça, solidariedade, paz e a integridade da criação acima de outros interesses econômicos e/ou políticos; em que todas as pessoas e povos possam se desenvolver, sem qualquer discriminação, e possam exercer seu direito de participar de forma equitativa para melhorar seu bem-estar.

Valores:

Os valores que definem a Rede Internacional de Solidariedade ARCORES baseiam-se na promoção dos direitos humanos, integridade e cuidado com a criação, justiça, solidariedade, paz e a primazia do valor da pessoa e do seu papel no seu próprio desenvolvimento; tudo isso na perspectiva sociotransformadora do Evangelho e da espiritualidade agostiniano-recoleta.

 

QUADRO 8 “Santo Tomás de Vilanova”

 



QUADRO 8

“Santo Tomás de Vilanova”

Padroeiro da Província Santo Tomás de Vilanova – Ordem dos Agostinianos Recoletos

 

 

No início do século XVI” — afirma Rohrbacher — “a Alemanha e a Espanha apresentavam um curioso contraste: a Alemanha fora dividida e desviada por um monge agostiniano: Lutero; a Espanha fora edificada e santificada por um monge agostiniano: São Tomás de Vilanova”.

Ouçamos o que o Padre R. F. Rohrbacher nos diz, na sua “Vida dos Santos”, sobre São Tomás de Vilanova.

Nascido no ano de 1488, em Fuenllana, diocese de Toledo, Tomás era filho de velha nobreza empobrecida. Seus pais eram excepcionalmente virtuosos e incutiram no filho um extraordinário amor aos pobres. Sua mãe, mulher de raro valor, possuía até o dom dos milagres. O menino foi digno dos exemplos recebidos. Após uma infância virtuosa, formou-se brilhantemente em Alcalá, passando a lecionar Filosofia entre os eremitas de Santo Agostinho, professando a 25 de novembro de 1517, no mesmo ano da apostasia de Lutero.

Dedicou-se depois à cátedra, ao púlpito e ao confessionário.  Foi pregador e conselheiro de Carlos V, que nada lhe negava, pois dizia que ele tinha “o dom de vergar os corações”. Escolhido como bispo de Granada, recusou o cargo, mas anos depois foi obrigado a aceitar o de Valência. O imperador escolhera outro religioso, mas o seu secretário ouviu o nome de São Tomás e assim redigiu o diploma de nomeação. Ao saber do acontecido, Carlos V negou-se a retificar o engano, pois o considerou providencial.

Havia muito que o reino de Valência era vítima de seca e aridez. De súbito, quatro dias antes do Natal de 1544, ano da escolha do novo arcebispo, a chuva começou a cair em abundância, como a anunciar dias de graça e redenção. E, de fato, assim foi o governo de São Tomás. Dando ele o exemplo, reformou paulatinamente o clero de sua diocese, voltando-se depois para os demais fiéis. Continuou sua vida mortificada, vendo nos pobres sua maior riqueza. Liberal para com os outros, era tão parcimonioso para consigo mesmo que chegou a ser acusado de avarento por um alfaiate, a quem mandara reformar um velho gibão. Entretanto, a este mesmo alfaiate doou cento e cinquenta moedas de prata como dote para suas três filhas.

Sua caridade era, frequentemente, acompanhada de milagres. Seus êxtases também eram tão comuns que deles chegou a falar, em seus vários sermões sobre a Transfiguração. Finalmente, após onze anos de episcopado, São Tomás caiu gravemente enfermo, vindo a falecer em 8 de setembro de 1555, dia da Natividade de Nossa Senhora, por quem demonstrara a maior devoção durante toda a vida. Já agonizante, doou a um pobre carcereiro a cama em que estava deitado, pois já nada mais possuía.

São Tomás deixou grande número de sermões, cujo magnífico estilo lembra São Bernardo, por quem sempre nutriu grande admiração.

 

Fonte:  http://www.santosebeatoscatolicos.com/2015/02/santo-tomas-de-villanueva-bispo.html

QUADRO 7 “Liturgia - A Santa Missa.”

 




QUADRO 7

“Liturgia - A Santa Missa.”

“Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco, antes de padecer” (Lc 22,15)

 

CARTA APOSTÓLICA DESIDERIO DESIDERAVI - PAPA FRANCISCO

A Liturgia: o “hoje” da história da salvação

Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco, antes de padecer” (Lc 22, 15). As palavras de Jesus, com que se abre a narração da última Ceia, são a fresta através da qual nos é dada a surpreendente possibilidade de intuir a profundidade do amor das Pessoas da Santíssima Trindade para conosco.

Pedro e João tinham sido mandados fazer os preparativos para se poder comer a Páscoa mas, vendo bem, toda a criação, toda a história – que finalmente estava para se revelar como história de salvação – é uma grande preparação para a Ceia. Pedro e os outros estão a essa mesa inconscientes e, todavia, necessários: qualquer dom para o ser deve ter alguém disposto a recebê-lo. Neste caso a desproporção entre a imensidade do dom e a pequenez de quem o recebe é infinita e não pode deixar de nos surpreender. Apesar disso – por misericórdia do Senhor – o dom é confiado aos Apóstolos para que seja levado a todos os homens.

Ninguém tinha ganho um lugar para aquela Ceia. Todos foram convidados ou, melhor, atraídos pelo desejo ardente que Jesus tem de comer aquela Páscoa com eles: Ele sabe que é o Cordeiro daquela Páscoa, sabe que é a Páscoa. Esta é a novidade absoluta daquela Ceia, a única verdadeira novidade da história, que torna aquela Ceia única e, por isso, “última”, irrepetível. Todavia, o seu infinito desejo de restabelecer a comunhão conosco, que era e continua a ser o projeto originário, só poderá ser saciado quando todos os homens, “de todas as tribos, línguas, povos e nações” (Ap 5, 9) comerem o seu Corpo e beberem o seu Sangue: por isso aquela mesma Ceia se tornará presente, até ao seu regresso, na celebração da Eucaristia.

O mundo não o sabe ainda, mas todos “são convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 9).

Antes da nossa resposta ao convite – muito antes – está o seu desejo de nós: até podemos não ter consciência disso, mas de cada vez que vamos à Missa a razão primeira é porque somos atraídos pelo seu desejo de nós.

O conteúdo do Pão partido é a cruz de Jesus, o seu sacrifício em obediência de amor ao Pai. Se não tivéssemos tido a última Ceia, isto é, a antecipação ritual da sua morte, não teríamos podido compreender como a execução da sua condenação à morte pudesse ser o ato de culto perfeito e agradável ao Pai, o único verdadeiro ato de culto.

Desde o princípio que a Igreja foi consciente de que não se tratava de uma mera representação, mesmo que sagrada, da Ceia do Senhor: não teria tido qualquer sentido e ninguém poderia ter pensado em “pôr em cena” – e ainda mais sob o olhar de Maria, a Mãe do Senhor – aquele altíssimo momento da vida do Mestre. Iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja entendeu desde o primeiro instante que aquilo que era visível de Jesus, aquilo que se podia ver com os olhos e tocar com as mãos, as suas palavras e os seus gestos, o caráter concreto do Verbo encarnado, tudo d’Ele tinha passado para a celebração dos sacramentos.

QUADRO 6 “Pão em todas as mesas”

 



QUADRO 6

“Pão em todas as mesas”

Tema do 18º Congresso Eucarístico Nacional

 

 

O tema do 18º Congresso Eucarístico Nacional "Pão em todas as mesas” chama a atenção para a finalidade última da Eucaristia: que o pão e o vinho partilhados na Ceia do Senhor frutifiquem no "pão nosso de cada dia", na mesa das casas, no cotidiano do povo.

Os Congressos Eucarísticos são realizados pela Igreja Católica em todo o mundo, e visam professar e dar testemunho público da fé em Jesus Cristo, para adorar o Senhor em Espírito e Verdade.

O Tema do 18° Congresso Eucarístico Nacional (CEN), ocorrido entre os dias 11 e 15 de novembro de 2022 na Arquidiocese de Olinda e Recife – PE, tendo por lema, “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46), visou aprofundar e motivar a relação entre fé e vida, através de ações que abordaram a dimensão social e profética da Ceia do Senhor, como mesa aberta e sacramento da partilha.

Partilhando do Corpo e do Sangue do Senhor, a comunidade se torna um só corpo. (cf. Oração Eucarística II).

A Eucaristia é "Pão que alimenta e que dá vida e Vinho que nos salva e dá coragem" oferecidos por todo o povo celebrante (cf Oração Eucarística V e SC 48).

A Eucaristia move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais, tão lembradas pelo Papa Francisco.

 

Logo do Congresso:

 

 




Os braços erguidos expressam o louvor e a ação de graças, em memória da morte e ressurreição do Senhor.

A Eucaristia.

A ponte evoca a cidade do Recife, que sedia o Congresso, e os anseios de justiça e paz.

A água, essencial para a sobrevivência, é fonte da vida nova, em Cristo e no seu Espírito.

 

Fonte: https://cen2020.com.br/