QUADRO 17
“Castelo Cidade Eucarística”
60 Anos dos Tapetes de Corpus Christi
Este quadro apresenta o rosto do fiel
castelense que, unido no amor de Cristo, doa de si o que tem de melhor para o
Cristo pisar, a beleza artística dos tapetes, construído, não somente das
matérias (flores, pó de pedra etc.), mas, principalmente, da realidade das suas
vidas, cheias de alegria, tristeza, incerteza, fé, angústia, esperança, amor,
...
Há sessenta anos, a ação precursora de
senhoras voluntárias sob a liderança da religiosa Irmã Vicência, da Ordem das
Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo, deu início à confecção de tapetes
ornamentais com a transformação de material diverso em arte e beleza com o fim
de expressar adoração ao Santíssimo Sacramento na Festa de Corpus Christi.
Desde então, a união dos fiéis voluntários
num trabalho, que ocupa um ano inteiro entre preparação e confecção, que
expressa o dom artístico de pessoas anônimas, transforma materiais diversos
(palha de café, flores, pó de pedra, pó de pneu, cepilho, recicláveis etc.) na
mais bela expressão artística a céu aberto no Estado do Espírito Santo,
elevando o resultado do esforço de expressão de fé a ser reconhecido como
Patrimônio Cultural Imaterial do Espírito Santo, Lei 11.630/2022.
Recortes do Livro:
Corpus Christi – 1963 – Castelo - ES – 2013 – Manifestação da Fé e da Expressão
Artística – Joelma Cellin – 1ª Edição 2013:
“Desde a década de cinquenta, era costume da
Igreja Católica em Castelo montar pequenos altares em diversos pontos da
cidade, para realizar a procissão do Santíssimo no dia de Corpus Christi. No
trajeto onde estavam localizados estes altares para a procissão passar, as ruas
eram decoradas com folhas de árvores, principalmente de mangueiras.”
“As pesquisas revelam que no ano de 1963,
pela primeira vez foi confeccionado, por um grupo de fiéis liderados por Irmã
Vicência, um pequeno quadro trabalhado com desenhos geométricos na frente da
Capelinha da Santa Casa de Misericórdia de Castelo.”
“Com o primeiro quadro em 1963, no ano de
1964 foi confeccionada a primeira passadeira, apenas na Rua Antônio Bento, do
trecho da Capelinha da Santa Casa de Misericórdia até o altar localizado na
antiga estação de trem, próximo onde atualmente é localizada a Praça Três
Irmãos. O restante do trajeto, até a Igreja Matriz, foi ornamentado, na ocasião,
com folhas de mangueira.”
“Tudo começou, como conta Maria Cecilia
Perim, quando as jovens da Associação Santa Luiza de Marillac estavam reunidas
e ‘Tête’ (Terezinha Lúcia Marques Travaglia) chegou com a revista ‘O Cruzeiro’,
que demonstra como se faziam os tapetes no interior de São Paulo, na cidade de
Matão, inclusive com as formas de madeira. O grupo ficou maravilhado com a
reportagem e Irmã Vicência, que era uma líder, disse a todas com firmeza que,
assim também seria feito em Castelo. Desde então começaram a organizar esta
primeira passadeira que foi confeccionada no ano de 1964, basicamente de flores
e crista de galo.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário