QUADRO 2
“Milagre Eucarístico de Bolsena – 760 anos”
O chamado “Milagre de
Bolsena-Orvieto”, por sua vez, foi realizado por Deus com um sentido bem
particular: firmar a fé vacilante de um sacerdote.
Em 1263 — um ano antes,
portanto, da instituição de Corpus Christi, um padre alemão, chamado Pedro de
Praga, parou na cidade de Bolsena depois de uma peregrinação à Cidade Eterna.
A crônica geralmente o descreve
como um padre piedoso, mas que tinha dificuldades para acreditar que
Cristo estivesse realmente presente na Hóstia consagrada. Eis então o que
lhe aconteceu:
Enquanto celebrava a Santa
Missa sobre o túmulo de Santa Cristina, mal havia ele pronunciado as palavras
da consagração, quando sangue começou a escorrer da Hóstia consagrada,
gotejando em suas mãos e descendo sobre o altar e o corporal.
O padre ficou imediatamente
perplexo. A princípio, ele tentou esconder o sangue, mas então interrompeu a
Missa e pediu para ser levado à cidade vizinha de Orvieto, onde o Papa Urbano
IV então residia.
O Papa ouviu o relato do padre
e o absolveu.
Mandou então emissários para
uma investigação imediata. Quando todos os fatos foram confirmados, ele ordenou
ao bispo da diocese que trouxesse a Orvieto a Hóstia e o pano de linho contendo
as manchas de sangue.
Juntamente com arcebispos,
cardeais e outros dignitários da Igreja, o Papa realizou uma procissão e, com
grande pompa, introduziu as relíquias na catedral.
O corporal de linho contendo as
marcas de sangue ainda está reverentemente conservado e exposto na Catedral de
Orvieto.
(Joan Carroll Cruz, Eucharistic
Miracles, Charlotte: Tan Books, 2010, p. 64)
A santa relíquia é conservada
na catedral de Orvieto e pode ser apreciada em uma capela construída em honra a
este milagre Eucarístico. O corporal sai em procissão todos os anos durante a
festa de Corpus Christi e são presididas as celebrações Eucarísticas na
catedral.
São João Paulo II, durante sua
visita à catedral de Orvieto em 1990, assinalou que “Jesus se converteu em
nosso alimento espiritual para proclamar a soberana dignidade do homem, para
reivindicar seus direitos e suas justas exigências, para transmitir-lhes o
segredo da vitória definitiva sobre o mal e a comunhão eterna com Deus”.

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