quinta-feira, 25 de maio de 2023

CORPUS CHRISTI - APRESENTAÇÃO

 

Apresentação

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - Corpus Christi, existe somente por conta de três episódios:

A Revelação privada à Santa Juliana;

·         O milagre Eucarístico de Bolsena/Orvieto;

·         A publicação da Bula “Transiturus de hoc mundo” pelo Papa Urbano IV.

A Revelação Privada à Santa Juliana de Mont-Cornillon, ou de Liége (1191 - 1258):

Nascida nos arredores de Liége, na Bélgica, monja agostiniana no Mosteiro Mont-Cornillon, com a idade de 16 anos (ano 1207) teve uma primeira visão, que depois se repetiu várias vezes nas suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor levou-a a compreender o significado daquilo que lhe tinha aparecido. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra, a linha opaca representava, ao contrário, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz, ou seja, uma festa em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento. Aquele que no futuro tornar-se-ia Papa (Papa Urbano IV), Tiago Pantaleão de Troyes, durante seu ministério de arquidiácono em Liége, conhecia a Santa e, também, foi conquistado pela boa causa da festa de Corpus Christi.

O Milagre Eucarístico de Bolsena/Orvieto (ano 1263):

Em meados do século XIII, o padre Pedro de Praga duvidava sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Para pedir sobre o túmulo de São Pedro uma graça de fé, realizou uma peregrinação a Roma. Já no caminho de volta, ao celebrar a Santa Missa em Bolsena, (não muito distante de Orivieto), na cripta de Santa Cristina, a Sagrada Hóstia sangrou, manchando o corporal com o preciosíssimo sangue de Jesus. quando sangue começou a escorrer da Hóstia consagrada, gotejando em suas mãos e descendo sobre o altar e o corporal. O padre ficou imediatamente perplexo, interrompeu a Missa e pediu para ser levado à cidade vizinha de Orvieto, onde o Papa Urbano IV então residia. O Papa ouviu o relato do padre. ordenou ao bispo da diocese que trouxesse a Orvieto a Hóstia e o pano de linho contendo as manchas de sangue. Juntamente com arcebispos, cardeais e outros dignitários da Igreja, o Papa realizou uma procissão e, com grande pompa, introduziu as relíquias na catedral. A relíquia está na Catedral de Orvieto, em uma capela construída em honra a este milagre Eucarístico. Todos os anos, na época do da Festa de Corpus Christi, o corporal sai em procissão.

A publicação da Bula “Transiturus de hoc mundo “pelo Papa Urbano IV (ano 1264):

O Papa Urbano IV, em 1264, instituiu a solenidade do Corpus Christi como festa de preceito para a Igreja universal, na quinta-feira sucessiva à oitava de Pentecostes (quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade). Na Bula de instituição, intitulada “Transiturus de hoc mundo” (11 de agosto de 1264), o Papa Urbano evoca com discrição também as experiências místicas de Juliana, valorizando a sua autenticidade, e escreve: “Embora a Eucaristia seja celebrada solenemente todos os dias, na nossa opinião é justo que, pelo menos uma vez por ano, se lhe reserve mais honra e solene memória”. O próprio Pontífice quis dar o exemplo, celebrando a solenidade do Corpus Christi em Orvieto, cidade onde então residia.

O objetivo da Solenidade instituída é o mesmo da Revelação à Santa Juliana: adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Ao confeccionarmos os quadros e tapetes, bem como enfeitarmos seu entorno, temos como objetivo valorizar o Santíssimo Sacramento do Altar e provocar, naquele que admira essa beleza artística, uma mudança de mentalidade e o afloramento da necessidade de bem viver a Eucaristia, aumentando sua fé, prosperando na prática das virtudes e, em adoração, reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Com a prática de trazer nos tapetes as várias temáticas, muitas vezes a Igreja apresenta ao mundo o próprio mundo, tornando o espaço da celebração ambiente de reflexão sobre as mazelas do mundo e como solucioná-las. Porém, apresentando a única e verdadeira solução, que é, viver uma vida por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo.” (Mt 6,33)

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